Maria João Fialho Gouveia, na primeira pessoa, em entrevista ao jornal “i”

“Faz-se Assim”. Foi, assim, que Maria João Fialho Gouveia explicou, ao jornal i, como nasceu a ideia para o seu mais recente livro, o romance histório D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia.

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131019 Jornal I - D. Francisca de Bragança

Maria João Fialho Gouveia estreia-se no Romance Histórico com “D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia”

Depois de ter lançado a emocionante biografia sobre o seu pai, Fialho Gouveia, Maria João viajou no tempo, inspirando-se na vida de reis, rainhas e princesas, regressando às livrarias com um novo livro, um romance histórico, um dos géneros literários que mais tem crescido nos últimos anos

D. Francisca de Bragança: A Princesa Boémia  é um romance apaixonante inspirado numa cuidada investigação histórica, que nos dá a conhecer a vida de uma invulgar princesa portuguesa, que viveu uma longa e ousada história de amor o homem da sua vida, o filho do rei de França.

Maria João Fialho Gouveia

«A escolha da personagem deste livro recaiu sobre D. Francisca de Bragança, pela sua personalidade, tão invulgar no espírito do século XIX. A princesa era uma jovem espontânea e expansiva, o que contrastava com o caráter maioritariamente recatado e submisso das damas da época.

Tendo crescido sem pai nem mãe num palácio governado por camareiras, estadistas e professores, a Mana Chica – como era carinhosamente tratada pelos irmãos -, combinava a postura majestosa que cabia à filha de um imperador, com a naturalidade da infantilidade que tardou a despir. E foi precisamente esse paradoxo e essa inocente ousadia que conquistaram o coração do príncipe de Joinville, com quem frequentaria as noites de Paris, sem esconder a paixão que os unia.» Maria João Fialho Gouveia

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«D. Francisca de Bragança nasceu no Rio de Janeiro em 1824, filha de D. Pedro IV de Portugal e da imperatriz D. Leopoldina da Áustria. Ficou órfã de mãe aos dois anos de idade, e durante toda a vida pesou sobre os seus ombros o fantasma da morte da mãe, grávida do sétimo filho, segundo os rumores assassinada às mãos do próprio marido.

Aos treze anos, a irreverente princesa conheceu D. Francisco d’Orléans, filho do rei de França, por quem se apaixonou perdidamente. Teria de esperar seis anos pelo dia do desejado casamento, e consequente partida para Paris, onde, agora a princesa de Joinville, depressa se impôs pela sua beleza, ousadia e espontaneidade, conquistando o petit nom de Belle Françoise.

Apaixonados e comungando de um ardor pela liberdade, os príncipes de Joinville entregaram-se a uma vida de boémia, numa Paris que fervilhava de arte, cultura e conhecimento, privando com intelectuais e artistas pelos Grands Boulevards e pelas salas de espetáculos. Apesar das intrigas cortesãs, que atribuíam amantes à princesa e romances ao seu consorte, e da queda da monarquia francesa, que obrigou os príncipes a um exílio forçado em Inglaterra, o casal de príncipes nunca se separou, e viveu um amor puro e cúmplice até ao fim dos seus dias.»